MP denuncia três pessoas por assassinato de agente penitenciário - Segurança - O Sol Diário

Acusação08/08/2016 | 21h45Atualizada em 08/08/2016 | 21h45

MP denuncia três pessoas por assassinato de agente penitenciário

Misael Baruffi, 31 anos, foi morto a tiros em Florianópolis no dia 12 de junho.

MP denuncia três pessoas por assassinato de agente penitenciário Reprodução/Redes Sociais
Misael Baruffi, a vítima, trabalhava no Presídio de Florianópolis e foi executado após acidente de trânsito. Foto: Reprodução / Redes Sociais

O Ministério Público de Santa Catarina denunciou três pessoas pelo assassinato do agente penitenciário Misael Baruffi, 31 anos, morto a tiros no dia 12 de junho, em Florianópolis. Dos três acusados, dois estão presos e um foragido.

Misael trabalhava no Presídio de Florianópolis, na Agronômica. Segundo a denúncia, o agente foi morto após se envolver em um acidente de trânsito causado por quatro homens que estavam em um Palio, armados e que pretendiam assaltar uma mercearia.

Foi às 7h30min na Rua Marinho, nos Ingleses. Depois da colisão, os ocupantes do Palio tentaram fugir, ocasião em que o agente saiu em perseguição ao veículo. No momento em que ficou emparelhado, narra o MP, Misael apresentou-se como agente público, questionou a colisão e exigiu que parassem, em seguida fechando a passagem do veículo e obrigando-os a parar.

Ao sair do carro, os homens também desceram e dispararam 21 tiros contra o agente, fugindo com o veículo da vítima. Numa rua próxima, os atiradores abandonaram o carro de Misael e foram resgatados por outro veículo ainda não identificado.

"A deliberação homicida teve motivo fútil. O meio usado pelos denunciados foi cruel. Os denunciados não precisavam ter deflagrado 21 tiros para matar o ofendido", afirma no documento o promotor Andrey Cunha Amorim, pedindo a condenação dos três no Tribunal do Júri.

Conforme o MP, os denunciados são Claudimar Ribeiro Alves, 32 anos, Dilermano de Melo César, 25, e Joni Oliveira da Silva, 18. Eles tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça nesta segunda-feira. Um quarto envolvido ainda não foi identificado. Segundo a promotoria, Claudimar e Dilermano estão presos e Joni está foragido — a reportagem não conseguiu ouvir a defesa dos acusados nesta segunda-feira à noite. A Justiça ainda não se manifestou se aceita ou não a denúncia contra os acusados.

 

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