OAB pede restrição à entrada de presos de fora no Complexo Prisional da Canhanduba - Segurança - O Sol Diário

Segurança27/10/2016 | 12h41Atualizada em 27/10/2016 | 12h41

OAB pede restrição à entrada de presos de fora no Complexo Prisional da Canhanduba

Representantes consideraram os recentes acontecimentos

OAB pede restrição à entrada de presos de fora no Complexo Prisional da Canhanduba Marcos Porto/Agencia RBS
Foto: Marcos Porto / Agencia RBS

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu oficialmente ontem que o Judiciário restrinja a entrada de presos de outras regiões do Estado no Complexo Prisional da Canhanduba. O documento, entregue ao juiz Pedro Walicosky Carvalho, da Vara de Execuções Penais de Itajaí, tem a assinatura do presidente da OAB Itajaí, Murilo José Zipperer da Silva, do presidente da OAB Balneário Camboriú, Juliano Mandelli Moreira, da presidente da OAB Camboriú, Jucelia Vinholui Monteiro, e da presidente da OAB Navegantes, Ana Elisa Mamfrim Farias.

No texto, os representantes das quatro entidades consideram os recentes acontecimentos, referindo-se ao motim ocorrido na semana passada, fugas, presença de presos condenados (que deveriam estar na penitenciária) no presídio, em situação irregular, e vistorias que comprovaram a superlotação.Presente nas vistorias recentes, o presidente da OAB Itajaí é firme em dizer que a região não pode correr o risco de ter uma ¿bomba relógio¿ nas mãos, em referência aos ataques nas ruas que resultaram de um movimento iniciado na cadeia semana passada.

– Por mais que a unidade seja muito bem administrada, não podemos correr o risco de novas rebeliões, como esta que ocorreu – diz.

Há hoje 2.336 internos na Canhanduba, 500 vindos de outras regiões do Estado – a maioria da Grande Florianópolis. A unidade também enfrenta problemas para mandar de volta para o Estado de origem presos que tinham mandado de prisão em aberto por crimes cometidos em outros locais, mas foram detidos aqui.

A expectativa é que o juiz avalie e atenda o pedido – o que deve causar um problema para o Estado, já que a Canhanduba é uma das únicas unidades prisionais em Santa Catarina que não é alvo de interdição. 

 

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