Promotor pede condenação de réu que atirou contra PMs em Florianópolis - Segurança - O Sol Diário

Tribunal do Júri20/10/2016 | 17h23Atualizada em 20/10/2016 | 17h49

Promotor pede condenação de réu que atirou contra PMs em Florianópolis

Homem é julgado por tiros em posto policial e atropelar mulheres em ponto de ônibus, em 2014.

Debates acirrados entre a acusação e a defesa configuram o julgamento de um homem que atirou contra um posto da Polícia Militar em 2014, em Florianópolis, e na fuga o carro em que estava com um adolescente acabou atingindo duas mulheres em um ponto de ônibus.

Acusado de atirar contra PMs e atropelar mulheres será julgado na Capital

O júri popular começou pela manhã e a sentença está prevista para o início da noite, no Fórum do Centro. Wesley Luiz da Costa, 20 anos, é julgado por tentativa de homicídio contra os PMs e duas mulheres, associação criminosa e corrupção de adolescente. O réu está preso desde o dia 29 de setembro daquele ano, quando houve uma onda de atentados nas ruas promovida pela facção criminosa Primeiro Grupo Catarinense (PGC).

— Por tudo o que o Ministério Público pede ele deve pegar uma pena de 26, 27 anos de prisão em resposta à sociedade e ao PGC, para que saibam que atacar bases policiais vai ser exemplarmente punido. É um crime muito grave, ônibus foram explodidos, policiais perderam as vidas e bases foram atacadas — disse aos jurados o promotor Andrey Cunha Amorim.

O promotor refutou a tese da defesa do réu de que ele disparou os tiros, na frente da base da PM do Parque São Jorge, para dar um susto e sem a intenção de matar alguém. Para Amorim, o acusado sabia que lá dentro havia policiais e assim teve a intenção de matar.

— Estamos falando de uma organização criminosa. Há os que mandam os crimes e há os que executam. Se ele atira contra a base da PM como não faz parte da organização criminosa? — questionou o promotor.

"Linchamento público", diz defesa

O advogado de defesa, Jean Franciesco Cardoso Guiraldelli, afirmou que Wesley não integra a facção e que está sofrendo um linchamento público como se fosse o causador de tudo.

— O Wesley nunca bateu o pé em uma delegacia. Não se pode colocar uma pessoa para Cristo e colocar a culpa toda nela — destacou o advogado, dizendo que o acusado não pretendia matar ninguém, apenas dar um susto.

Sobre o atropelamento das duas mulheres no ponto de ônibus do Itacorubi, a defesa afirmou que não era Wesley quem dirigia o carro e sim um ¿adolescente cheio de passagens¿.

Com o acidente com o carro desgovernado, uma das vítimas passou por várias cirurgias e perdeu uma das pernas. A promotoria relatou no julgamento que só este ano ao menos seis réus da facção foram a julgamento por crimes como atentados a órgãos do governo do Estado e por atear fogo em ônibus. Às 16h45min, após a réplica do promotor, o juiz Marcelo Volpato deu intervalo. Depois, será realizada a tréplica da defesa e por fim os jurados votarão na sala secreta se absolvem ou condenam o réu. Familiares do réu assistem ao julgamento. Também estão presentes na plateia aprovados em concurso público para juiz.

 

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