Psicóloga que mora em Florianópolis é presa no Nordeste com 30 mil comprimidos de ecstasy  - Segurança - O Sol Diário

Tráfico de drogas14/10/2016 | 13h16Atualizada em 14/10/2016 | 14h54

Psicóloga que mora em Florianópolis é presa no Nordeste com 30 mil comprimidos de ecstasy 

Droga estava em fundos falsos de bagagens e foi trazida da Holanda, conforme a Polícia Federal.

Psicóloga que mora em Florianópolis é presa no Nordeste com 30 mil comprimidos de ecstasy  Divulgação/Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal

A Polícia Federal de Santa Catarina confirmou a prisão de uma psicóloga que mora em Florianópolis autuada em flagrante na última quinta-feira, no Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife (Pernambuco). Camila Schaedler Pedroso, 30 anos, foi pega transportando 30,8 mil comprimidos de ecstasy.

De acordo com o delegado Gustavo Trevisan, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) em Florianópolis, a mulher foi presa durante fiscalização da PF no aeroporto de Recife. Ela é natural de Tuparendi, no Rio Grande do Sul e mora nos Ingleses, Norte da Ilha.

A passageira vinha da Europa e a droga estava escondida em fundos falsos das bagagens. Segundo a PF, o ecstasy foi pego em Amsterdam, na Holanda e teria como destino final Florianópolis — a carga totaliza 11,5 quilos. A reportagem ainda não conseguiu ouvir nesta sexta-feira a defesa da psicóloga.

A apreensão é considerada recorde de droga sintética em Pernambuco. Camila foi abordada pouco depois da meia-noite. A PF informou que ela não possui antecedentes criminais e que a prisão aconteceu durante fiscalização de rotina destinada a reprimir o tráfico internacional de drogas.

Foto: Divulgação / Polícia Federal

Nervosismo e inquietação

"Os policiais federais desconfiaram da suspeita em virtude do seu nervosismo, impaciência e inquietação quando foi selecionada para passar por uma entrevista prévia na sala de imigração da Polícia Federal e também pelo peso fora do normal de sua bagagem", disse a PF em nota.

A existência do fundo falso foi constatado no aparelho de raio-x, assim como as imagens e diversos comprimidos envoltos em embalagens retangulares. Além da droga em duas malas também foram apreendidas passagens aéreas, passaporte, um celular, R$ 1,4 mil e 400 euros.

Aliciamento em Santa Catarina

A presa informou aos federais que viajou para a Europa saindo pelo Rio de Janeiro em 17 de setembro com destino a Lisboa. Ela revelou que já sabia que no retorno traria drogas para o Brasil, mas não os detalhes da pessoa que fez o aliciamento para fazer o transporte ao preço de R$ 40 mil reais.

Ainda conforme a PF, a presa relatou que havia recebido R$ 7,5 mil reais e alguns valores em euros para custear a compra da passagem e despesas com a viagem. "O motivo para aceitar o transporte seria dificuldade financeira e doença na família", observou a PF sobre o depoimento dela.

Ela ficou cinco dias em Lisboa e depois viajou para Amsterdam, onde pegou a droga. A viagem de retorno incluía Recife, onde pegaria um ônibus para Brasília e de lá embarcaria novamente num ônibus com destino final em Florianópolis.

A PF afirmou que o carregamento seria entregue na Capital catarinense a uma pessoa que entraria em contato por telefone celular (a presa não soube informar quem seria tal pessoa). Camila está na Colônia Penal Feminina, em Recife, e foi autuada em flagrante por tráfico internacional de drogas, cuja pena pode chegar a 20 anos de reclusão.

Leia mais:
Santa Catarina é rota de tráfico internacional para a Europa
Cavalos do tráfico - parte 1

Cavalos do tráfico - parte 2


 

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