Sete em cada 10 catarinenses são contra a legalização da maconha, mostra pesquisa  - Segurança - O Sol Diário

Segurança SC12/11/2016 | 04h32Atualizada em 12/11/2016 | 12h34

Sete em cada 10 catarinenses são contra a legalização da maconha, mostra pesquisa 

21,9% disseram ser favoráveis e outros 7,9% não souberam opinar

Sete em cada 10 catarinenses são contra a legalização da maconha, mostra pesquisa  Jefferson Botega / Agência RBS/Agência RBS
Foto: Jefferson Botega / Agência RBS / Agência RBS

Sete em cada 10 catarinenses são contra a legalização da maconha. O assunto, que está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), foi um dos temas da pesquisa sobre a percepção de segurança pública em Santa Catarina realizada pelo projeto de extensão Focus, da Universidade Regional de Blumenau (Furb). Entre os entrevistados, 21,9% disseram ser favoráveis e outros 7,9% não souberam opinar.

Chama a atenção no estudo a preferência dos homens pela liberação: 27,2% apoiam a ideia, mais do que a média geral. Entre as faixas etárias, os jovens são os maiores adeptos da proposta. Entre 16 e 34 anos, 36,9% disseram "sim" à legalização da droga. Para pessoas entre 35 e 54 anos esse índice caiu para 18,1%. Já para os entrevistados acima de 55 anos, a preferência pela liberação é de apenas 10,2% contra 82,6% de negação e 7,2% "não sei dizer". Nas faixas de rendas, as pessoas pertencentes a famílias com ganhos menores do que R$ 3,5 mil são mais desfavoráveis à legalização: 72,8%.

Para o presidente do Conselho Municipal de Entorpecentes da Capital, Ildo Rosa, a preferência dos jovens pela liberação está ligada à falta de visão do todo:

– A juventude é mais desafiadora, não tem o compromisso mais com as coisas e tem visão de curto prazo.

O especialista entende que, com o passar do tempo, sejam feitas experiências para a descriminalização. A existência de dois artigos no Código Penal para tratar do uso, consumo e venda de drogas é um dos caminhos que precisa ser discutido, afirma Rosa.

– Temos a cultura de tratar a descriminalização das drogas sob a luz da legislação, não discutimos de forma ampliada. Aí entra a visão de saúde, educação, cidadania, vem toda a necessidade que haja engajamento na discussão.

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