Júri de ex-PM é retomado com debates entre defesa e acusação - Segurança - O Sol Diário

Caso Ricardinho16/12/2016 | 15h19Atualizada em 16/12/2016 | 17h26

Júri de ex-PM é retomado com debates entre defesa e acusação

Discussões devem demorar pelo menos quatro horas, e a previsão é que o julgamento seja concluído no começo da noite desta sexta-feira

O julgamento do ex-policial militar Luis Paulo Mota Brentano entrou na reta final na tarde desta sexta-feira depois de um dia e meio de depoimentos de testemunhas e do réu. O processo que apura a morte do surfista Ricardo dos Santos, o Ricardinho, em 19 de janeiro de 2015, agora depende do debate entre defesa e acusação, que começou às 13h48min.

Cada parte terá duas horas para apresentar sua tese. Depois, caso seja acordado entre os envolvidos, haverá replica e tréplica de mais uma hora cada. Com isso, a previsão é que a sentença seja proferida no começo da noite desta sexta.

O primeiro a falar é o promotor Alexandre Carrinho Muniz. Em seguida será a vez do advogado assistente de acusação, Adriano Salles Vanni. Por fim, vão apresentar suas teses os advogados de defesa, Leandro Gornicki Nunes e Rafael Zimmer.

Com a conclusão dos debates, os sete jurados se reúnem numa sala fechada para votar os quesitos dos crimes e que o ex-PM responde, que são homicídio triplamente qualificado e embriaguez ao volante.

Famílias conversam do lado de fora

Uma das cenas que chamou a atenção do público presente no Fórum de Palhoça, na tarde desta sexta-feira, foi uma conversa entre a família de Mota e a do surfista. O encontro ocorreu do lado de fora do salão do júri. Um dos padrinhos de Ricardinho conversou com os pais de ex-policial. Ambos trocaram algumas palavras durante quase 10 minutos, se cumprimentaram e depois entraram novamente na sessão.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 19 de janeiro de 2015. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP), o então policial militar Luis Paulo Mota Brentano estava na Guarda do Embaú, em Palhoça, passando férias com o irmão de 17 anos. No dia anterior, afirma o MP, os dois teriam ingerido bebidas alcoólicas de maneira excessiva até a manhã seguinte.

Por volta de 8h, Mota teria dirigido o próprio carro embriagado até a entrada de uma residência, exatamente onde seria feita por Ricardinho uma obra de encanamento. Depois disso, relata a denúncia, o surfista e o avô, Nicolau dos Santos, teriam pedido ao policial que retirasse o veículo do local, mas Mota se negou e chegou a afrontá-los.

Do interior do veículo, explica a denúncia feita pelo Ministério Público de Santa Catarina, o policial teria atirado três vezes contra Ricardinho, sendo que duas balas atingiram o surfista. Leandro Nunes, advogado de defesa do acusado, afirma que Mota reagiu em legítima defesa, "diante de ataque de Ricardo dos Santos".

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