Júri em Palhoça terá sequência nesta sexta com interrogatório de ex-PM - Segurança - O Sol Diário

CASO RICARDINHO15/12/2016 | 23h57Atualizada em 16/12/2016 | 08h53

Júri em Palhoça terá sequência nesta sexta com interrogatório de ex-PM

Ex-soldado Luis Paulo Mota Brentano será ouvido antes dos debates entre acusação e defesa 

Júri em Palhoça terá sequência nesta sexta com interrogatório de ex-PM Cristiano Estrela/Agencia RBS
Sessão do primeiro dia de julgamento se concentrou nos depoimentos das testemunhas Foto: Cristiano Estrela / Agencia RBS

A alegação de legítima defesa e a versão de que os tiros disparados contra o surfista Ricardinho ocorreram com a intenção de matá-lo voltarão a ser confrontadas nesta sexta-feira, a partir das 9 horas, nos debates entre acusação e defesa no Tribunal do Júri de Palhoça. É quando recomeça o julgamento do ex-soldado da Polícia Militar, Luis Paulo Mota Brentano, acusado de matar o surfista em 19 de janeiro de 2015, na Guarda do Embaú.

No primeiro dia de júri, que teve início na manhã desta quinta, houve poucos embates diretos entre promotor e advogados de defesa porque a sessão se concentrou nos depoimentos das testemunhas. O júri só foi interrompido às 23h20. Entre as pessoas ouvidas estavam o avô do surfista, Nicolau dos Santos, a mãe do ex-PM, Jucirene Mota Brentano, o irmão mais novo dele, João Vitor Mota Brentano, além de policiais e socorristas envolvidos diretamente na ocorrência.

Somente nesta sexta o ex-soldado deverá ser interrogado e contar sua versão sobre o que aconteceu, logo na retomada da sessão. A tendência é de que Mota confirme a alegação já manifestada na fase judicial: de que agiu em legítima defesa ao ser atacado com um facão. Essa tese direcionou a maioria das perguntas do advogado de defesa Leandro Gornicki Nunes durante o júri na quinta. O defensor questionou, especialmente aos policiais interrogados, se havia informações de que o avô da vítima segurava mesmo um facão. 

Nenhum dos PMs disse ter visto o idoso com o facão após os fatos ou mesmo localizado o armamento. Apenas indicaram que um casal de hippies teria contado à PM que viu o avô do surfista segurando o facão instantes após os disparos. Os dois artesãos, identificados como hippies, prestaram depoimento e afirmaram ter visto o avô de Ricardinho com o facão em punho. Eles teriam se aproximado do local do crime minutos após ouvirem os tiros, já quando o surfista era socorrido. Ouvido em juízo, o irmão mais novo do acusado, que o acompanhava no dia dos fatos, afirmou que Mota atirou no instante em que Ricardinho corria com um facão em direção ao carro.

– Foi a hora que o meu irmão teve de sacar a pistola que estava no coldre e fazer os três disparos sequenciais. Foi instintivo, com uma mão só – reforçou.

Em depoimento, João Vitor disse que ele e Mota fugiram do local sem ter certeza se Ricardinho realmente havia sido atingido porque o avô dele e um tio também os ameaçavam no local. Perguntado sobre o estado do ex-PM na hora dos fatos, o irmão disse que, apesar de Mota ter bebido até de madrugada, estava "tranquilo" e dirigia bem, embora estivesse enjoado. Também ouvido em juízo, horas antes, o avô de Ricardinho disse que não houve qualquer ameaça por parte dele e do neto e que os tiros disparados pelo ex-policial foram repentinos.

– Ele (Mota) não falou nada. O primeiro tiro era para mim, mas pegou no retrovisor. Depois ele atirou duas vezes e acertou no Ricardo – relatou.

O que as testemunhas disseram em juízo nesta quinta promete ser explorado por acusação e defesa durante os debates desta sexta, com direito à réplica e tréplica, quando o promotor Alexandre Carrinho Muniz e o advogado Leandro Gornicki Nunes terão tempo para se dirigir aos jurados e expôr suas convicções. Ambos estavam acompanhados por assistentes na sessão desta quinta-feira, o que deve se repetir nesta sexta. A previsão é de que a sentença só seja determinada durante a tarde.

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