"Não há nada que associe o que aconteceu aqui com facção", diz diretor do Presídio de Lages  - Segurança - O Sol Diário

Segurança SC19/01/2017 | 23h11Atualizada em 19/01/2017 | 23h14

"Não há nada que associe o que aconteceu aqui com facção", diz diretor do Presídio de Lages 

Onze detentos ficaram feridos após grupo incendiar colchões em briga 

"Não há nada que associe o que aconteceu aqui com facção", diz diretor do Presídio de Lages  Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

A rápida ação de bombeiros e agentes penitenciários evitou a morte de presos no Presídio de Lages, na Serra de Santa Catarina, na tarde de quinta-feira, em uma rebelião. As informações oficiais indicam que o tumulto aconteceu em uma briga de dois internos e que não há nenhuma relação com guerra de facções criminosas que provocaram massacre de presos no Norte do País. Onze encarcerados ficaram feridos.

Por volta das 22h, agentes do Departamento de Administração Prisional (Deap) finalizavam a operação de transferência de 100 detentos. À tarde, 267 estavam no momento da rebelião. Todos cumprem o regime semi-aberto e não há regime fechado no local. Faltavam ser removidos dez presos que seriam levados para cadeias de outras regiões, cujo local não foi informado.

A prisão fica ao lado do quartel dos bombeiros e da Polícia Militar. O diretor do presídio, Márcio de Oliveira, disse não ter dúvidas que a agilidade e a proximidade dos bombeiros evitou o pior. Na prisão também há uma ala feminina com 45 presas.

Como começou a rebelião?

Foi uma briga entre dois presos, provavelmente por dívida de rua entre elas. Durante a briga, um deles resolveu queimar o colchão para dar um susto, acendeu e não imaginava a dimensão que o fogo iria alcançar.

Um dos presos se feriu bastante com o fogo?

Teve 40% do corpo queimado, era um dos envolvidos na briga. O fogo foi no corredor e cerca de dez presos estavam na cela bem perto. Conseguimos apagar logo enquanto se ouvia gritos dos outros dizendo que presos iriam morrer por causa do fogo e pediam a nossa intervenção.

Havia risco maior da fumaça ou do fogo?

Da fumaça. A chance de intoxicação era grande. Foi fundamental a agilidade.

Esse fato aconteceu em meio a rebeliões e mortes de presos pelo país. Como não associar o fato daqui com o cenário nacional?

Não há nada que associe o que aconteceu aqui com facção. Não temos isso aqui, não são presos de alta periculosidade.

Mas a informação é que houve tumulto envolvendo presos no pátio?

Após o incêndio e o fogo nos colchões o grupo que estava no pátio aproveitou para se amotinar e reivindicar. Houve confronto, efetuamos alguns disparos de borracha e controlamos. Houve a presença do juiz e do Ministério Púbico.

Houve destruição da cadeia?

Ficou bastante destruída.

E a superlotação?

Tínhamos 267 presos e a capacidade é para 130. Mas já teve situação pior. Desde 2012 houve transferência para o novo Presídio de Lages e melhorou bastante. A dificuldade aqui ainda é a falta de efetivo assim como em outras unidades do Estado.

Leia também:

Governo vai transferir metade dos presos do Presídio de Lages


 

Siga O Sol Diário no Twitter

  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioJogadores da Chapecoense afirmam que vitória dá mais confiança para encarar o Figueirense https://t.co/7kYoRB0xjChá 1 horaRetweet
  • osoldiario

    osoldiario

    O Sol DiárioGoleiro Rodolpho homenageou Danilo na derrota do Brusque para a Chapecoense https://t.co/LBJQs721Nghá 1 horaRetweet

Veja também

O Sol Diário
Busca
clicRBS
Nova busca - outros