Turista morta em Florianópolis casou há nove meses e planejava ter filhos - Segurança - O Sol Diário

Assassinato01/01/2017 | 13h02Atualizada em 01/01/2017 | 23h10

Turista morta em Florianópolis casou há nove meses e planejava ter filhos

Cunhado de Daniela Scotto reclama que policiais se recusaram a ir até a comunidade onde ocorreu o crime momento após a morte dela

Turista morta em Florianópolis casou há nove meses e planejava ter filhos Reprodução/Facebook
Daniela era professora de ioga em Sapucaia do Sul, na região metropolitana de Porto Alegre Foto: Reprodução / Facebook

A professora de ioga Daniela Scotto de Oliveira Soares, 38 anos, terminou 2016 casada e com planos de ter filhos. Morta com um tiro na cabeça quando o carro em que ela estava entrou por engano em uma rua na comunidade da Papaquara, no bairro Vargem Grande, em Florianópolis, a turista gaúcha teve interrompidos seus sonhos no primeiro dia de 2017.

Daniela casou-se em março de 2016. Natural de Porto Alegre, mudou-se para Sapucaia do Sul, na região metropolitana da capital gaúcha, onde abriu um centro de ioga. Desde quinta-feira em Florianópolis, ela estava na casa do cunhado Rodrigo Fernandes e da irmã Andreia Scotto, no bairro Estreito, região continental. Rodrigo conversou com a reportagem do DC neste domingo e contou detalhes do ocorrido na primeira madrugada de 2017.

Na tarde deste sábado, 31 de dezembro, eles foram juntos para a praia do Santinho, no norte da Ilha. De lá, Daniela postou no Facebook uma foto do mar e comemorou: "Curtindo a família em Floripa!!!". Nos comentários, recebeu desejos de um ótimo ano e retribuiu a uma amiga: "Gratidão".

Foto mostra o tiro no carro onde professora de ioga estava Foto: Léo Cardoso / Agencia RBS

À noite, a professora foi com a irmã, o cunhado, os sogros e os sobrinhos para uma festa de Réveillon na casa um familiar na Vargem Grande. Perto das 2h da manhã deste domingo, eles saíram do local divididos em dois carros. Daniela foi na Hyundai Tucson preta, com placas de Porto Alegre. Estavam no veículo também o marido, os pais de Daniela e um sobrinho, de sete anos. No outro carro, uma Ford Ecosport, foram o cunhado, a irmã e uma sobrinha da professora.

Daniela e o marido foram por um caminho diferente do outro carro, pela Servidão Braulina Machado, indicado pelo aplicativo Waze. O cunhado dela, Rodrigo, explica que ele arrumava as coisas no carro enquanto a professora de ioga e a família saíram na frente. Como não conheciam a região, colocaram o endereço no app que indicou dar a volta na quadra para pegar a saída no outro sentido. Neste trajeto, na rua paralela de onde estavam, a professora de ioga percebeu que três homens estavam armados e comentou com familiares. O marido de Daniela reduziu a velocidade e passou pelo trio.

Instantes depois, um tiro vindo da lateral traseira direita do carro atravessou o vidro e atingiu a cabeça da professora, que caiu no colo do marido. Mesmo assim, os familiares pararam e pediram ajuda a uma moça que estava na rua. Com a orientação da moradora, foram até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do norte da Ilha. A tentativa foi em vão. Ela chegou morta ao posto.

— O marido dela percebeu logo depois do tiro que não tinha mais o que fazer, mas preferiu não falar nada naquele momento. Foi um desespero para a família. Uma coisa que a gente não esperava. Uma mulher gente fina, estava planejando ter filhos — recorda o cunhado.

Já na UPA Norte, Rodrigo procurou os policiais militares das cinco viaturas que foram até a unidade. Pediu que eles fizessem buscas pelos assassinos no local do crime. A resposta, entretanto, surpreendeu o cunhado de Daniela:

— Se negaram a ir dizendo que eles tinham que ter mais guarnição. Disseram que iam esperar o Choque ou Bope, porque não queriam ser outra vítima.

O corpo da vítima chegou em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, por volta das 22h deste domingo. O enterro está marcado para 14h30min de segunda-feira na mesma cidade. 

Foto: Leandro Maciel / RBS

*Colaborou Léo Cardoso


 

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