Desembargadora apoia tese do Estado de prisão sem agentes fora do Complexo da Agronômica  - Segurança - O Sol Diário

Sistema prisional07/02/2017 | 19h21Atualizada em 07/02/2017 | 21h43

Desembargadora apoia tese do Estado de prisão sem agentes fora do Complexo da Agronômica 

Em reunião no Tribunal de Justiça, Estado se comprometeu em pedir à Casa Civil o apoio na busca por um terreno que possa abrigar o espaço 

Com a decisão do Estado em manter sua posição de rejeição à abertura de uma unidade de prisão sem agentes e armas da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) dentro do Complexo da Agronômica, em Florianópolis, uma reunião discutiu o assunto nesta segunda-feira no Tribunal de Justiça (TJ). Além de desembargadores e representantes da Secretaria de Justiça e Cidadania, que administra os presídios em Santa Catarina, estiveram no encontro voluntários que construíram o prédio para receber a Apac na Capital.

Depois de quase duas horas de debates, o consenso entre Justiça e Estado é de que a melhor opção é o funcionamento do novo modelo de prisão fora do Complexo da Agronômica. Com isso, o governo ficou de se reunir com a Casa Civil para procurar um terreno à disposição para a obra. A desembargadora Cinthia Schaefer Bitencourt, que coordenou o encontro, concorda com a tese do Estado, que não aceita o prédio no local construído pelos voluntários por haver naquele espaço outros tipos de custódia.

– Também defendo o modelo da Apac, mas, particularmente, acredito que seria mais eficaz se fosse implantado no interior do Estado, na região de Lages, onde temos perfil de preso que é diferente do Litoral. Na minha opinião, ali (Complexo da Agronômica) não é o local adequado, terá muito mais risco do que propriamente benefícios. Fora, até os reeducandos vão se sentir melhor — analisou a desembargadora.

A coordenadora do projeto das Apacs em Florianópolis, Leila Pivatto, diz que mesmo diante da posição contrária dada na reunião, ela não desistiu de instalar o modelo no Complexo. Ele pretende discutir com o Estado uma forma de melhorar a posição do pátio para banho de sol, que fica ao lado de uma oficina do presídio, o que foi apontado pelo secretário-adjunto de Justiça e Cidadania, Leandro Lima, como um complicador.

– A gente ainda vai tentar, não desisti totalmente. Se não der certo, vamos ocupar o prédio com oficinas, escola para os presos e cursos.

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