"Não entendemos por que acontece esse tipo de coisa", diz vizinho das irmãs assassinadas em Cunha Porã - Segurança - O Sol Diário

Violência28/02/2017 | 15h37Atualizada em 28/02/2017 | 18h39

"Não entendemos por que acontece esse tipo de coisa", diz vizinho das irmãs assassinadas em Cunha Porã

Dilson Muller socorreu Gilvane Meyer, 25 anos, que é marido da irmã mais velha e também ficou ferido no crime

"Não entendemos por que acontece esse tipo de coisa", diz vizinho das irmãs assassinadas em Cunha Porã Darci Debona / Agência RBS/Agência RBS
Estrada onde foi encontrado o corpo da irmã mais velha, de 23 anos, a 30 metros da casa Foto: Darci Debona / Agência RBS / Agência RBS
darci debona

Vizinho da residência onde três irmãs foram mortas a facadas na noite de segunda-feira, em Cunha Porã, no Oeste de Santa Catarina, Dilson Muller socorreu Gilvane Meyer, de 25 anos, marido da irmã mais velha e que também ficou ferido no crime. Ele conta que se preparava para ir dormir, por volta de 21h, quando ao verificar se todas as portas da casa estavam fechadas, observou uma briga na casa ao lado.

Muller chamou a Polícia Militar e apagou as luzes da residência para evitar chamar a atenção. Nesse momento, Gilvane bateu na porta pedindo socorro.

— Ele estava todo machucado, ensanguentado, com vários golpes de faca. Fiz os primeiros socorros e tentei estabilizar ele até a chegada dos bombeiros — lembra.

O vizinho recorda ainda que conversou com Gilvane para tentar entender o que tinha acontecido e foi informado que o autor do crime era um ex-companheiro da garota de 15 anos.

— A gente acha que são coisas que acontecem nos grandes centros, mas vê que proporcionalmente ao número de habitantes, às vezes o choque é muito maior nas cidades pequenas. É interior, cidade pacata, pessoas ordeiras. Não entendemos por que acontece esse tipo de coisa — lamenta.

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