Justiça condena palhaço acusado por estupro a 20 anos de prisão - Segurança - O Sol Diário

Julgamento06/03/2017 | 22h16

Justiça condena palhaço acusado por estupro a 20 anos de prisão

Márcio Ricardo da Silva, de 36 anos, foi acusado por abuso sexual a adolescentes

A Justiça condenou a 20 anos de prisão Márcio Ricardo da Silva, 36 anos, que se apresentava como o palhaço Kelvin - o Magnífico acusado de estuprar dois irmãos de 12 e 13 anos em Blumenau. A pena será cumprida inicialmente em regime fechado. Ele já estava preso desde 23 de setembro e deve cumprir pena na Penitenciária Industrial de Blumenau. A condenação do juiz Juliano Rafael Bogo, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Blumenau, saiu em julgamento feito no dia 24 de fevereiro, cinco meses após a prisão do acusado. O caso está em segredo de Justiça e à decisão cabe recurso.

Os abusos ocorreram durante quase um mês na própria casa das vítimas. Na época da prisão, o delegado responsável pela investigação, Henrique Stodieck Neto, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, informou que o palhaço teria dado carona para os dois meninos na volta da escola com um automóvel Uno prata, em agosto de 2016. Depois disso, ele disse que trabalhava como palhaço, morava em um trailer e fez amizade com a mãe dos garotos, que tem ainda um terceiro filho, mais novo. Começou indo almoçar na casa da família, depois jantar e, aos poucos, foi ganhando a confiança dos pais, que teriam ficado com pena da situação de vida do acusado e o abrigaram no local em que a família morava.

– Ele ganhou tanta confiança da família que em um determinado momento começou a dormir na mesma cama dos dois irmãos. O mais novo ficava com a mãe e o marido, enquanto as duas vítimas dormiam com o homem. Foi ali que ele praticou os atos de estupro – contou à época o delegado.

No início de setembro uma das vítimas contou o que ocorria para a mãe e o acusado foi expulso da casa. No dia 16 de setembro foi aberta a denúncia contra o palhaço e expedido mandado de prisão. Uma semana depois, no dia 23, ele foi detido após se apresentar em uma escola em Belo Horizonte (MG), a mais de mil quilômetros de Blumenau, em busca de trabalho.

O promotor Carlos Eduardo Cunha, da 1ª Promotoria de Justiça de Blumenau, informou que o caso foi acompanhado por outros titulares da promotoria ao longo do processo, mas pontuou que o pedido do Ministério Público era de uma pena ainda maior e, por isso, não está descartado um recurso para pedir o acolhimento da pena integral defendida pelo MP.

– O que mais contou para a condenação foram os fatos em si serem graves. Foi contra mais de uma pessoa, foi mais de uma vez, todas essas circunstâncias contribuem para a decisão – avaliou.

Contraponto
A reportagem conversou por telefone ontem à tarde com o advogado de defesa de Márcio, Washington Luiz Godinho Wendler. O defensor disse apenas que ainda pretende analisar mais detalhadamente a decisão nesta semana antes de definir medidas como um possível recurso da condenação.

Colaborou Lucas Paraizo

*Em respeito ao Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística da RBS SC, informações sobre o caso foram preservadas para garantir a integridade das vítimas.

JORNAL DE SANTA CATARINA - Blumenau

 

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