Polícia investiga a morte de homem espancado durante o Navegay - Segurança - O Sol Diário

Crime09/03/2017 | 15h17

Polícia investiga a morte de homem espancado durante o Navegay

Alexsandro Luz Ferreira era morador de Blumenau e morreu no hospital domingo. Polícia ainda não tem suspeitos

Polícia investiga a morte de homem espancado durante o Navegay Arquivo Pessoal/Facebook
Alex Luz, de 35 anos, morava em Blumenau no bairro Passo Manso Foto: Arquivo Pessoal / Facebook

O Carnaval deste ano foi o último de Alexsandro Luz Ferreira, um gaúcho morador de Blumenau de 35 anos. E foi com um fim trágico no bloco de sujos que ele frequentava há anos com os amigos. No dia 27 de fevereiro, durante o feriado de Carnaval, Alex Luz – como era conhecido – foi espancado por um grupo de pessoas durante o Navegay e precisou ser levado para o hospital em estado grave. Seis dias depois, ele não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo no hospital Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí.

O caso só veio à tona depois da morte de Alex e a Polícia Civil de Navegantes corre para investigar o crime e tentar atender aos pedidos de justiça dos familiares e amigos do rapaz. De acordo com o delegado Rodrigo Coronha, responsável pelo caso, a polícia ainda não tem pistas e segue procurando os suspeitos.

As câmeras da Polícia Militar no local não estavam gravando, isso dificultou bastante a nossa investigação. Agora estamos procurando imagens nos comércios ao redor – explicou

A irmã de Alex e o amigo que estava com o rapaz na festa já foram ouvidos pela polícia e outras duas testemunhas irão depor nesta quinta-feira. De acordo com o delegado, o relato até o momento é de que o crime aconteceu por volta das 22h na orla da Praia Central de Navegantes. A confusão teria iniciado quando Alex esbarrou em um homem e acabou derrubando a cerveja dele, causando uma discussão que terminou logo em seguida. Depois, Alex se afastou do grupo de amigos e foi até a praia. Lá, o homem da discussão anterior e um grupo de pessoas teriam cercado Alex e o espancado com socos e chutes. Quando os amigos da vítima viram a situação e correram até o local, os agressores já haviam fugido.

– Não se sabe o número exato de pessoas que cometeram a agressão. Alguns relatos falam em seis, outros 10. Esperamos que alguma imagem de câmeras de segurança ajude nesse sentido – disse o delegado Coronha.

Alex foi atendido e encaminhado primeiro ao Hospital Nossa Senhora de Navegantes, mas na mesma noite foi transferido para o Marieta, em Itajaí. Lá, passou por vários exames que confirmaram traumatismo craniano e, segundo as informações divulgadas, um coágulo no cérebro. No último sábado ele entrou em coma e faleceu no domingo de manhã. O enterro ocorreu na segunda-feira no Cemitério São José, em Blumenau. Natural de Porto Alegre, ele morava em Blumenau, no bairro Passo Manso, desde os dois anos de idade e trabalhava no controle de qualidade de uma indústria têxtil em Indaial. Ele havia completado 35 anos poucos dias antes da festa de Carnaval.

Comoção e indignação

Na internet, familiares e amigos de Alex demonstram revolta com o caso e pedem por justiça. Uma página chamada "Alex Luz Justiça" foi criada no Facebook e reúne quase 300 pessoas na pressão em busca pelos agressores. Nos relatos, quem conviveu com ele lembra de um homem alegre, de muitos amigos e sempre pronto para ajudar. Nas fotos compartilhadas, Alex está sempre sorrindo.

"Até quando pessoas inocentes morrerão e os assassinos ficarão impunes? Hoje foi a vida do nosso amigo ceifada covardemente, e a família chorando pela grande perda, pela dor e o vazio que ficará pra sempre", diz um dos relatos publicados na página. Em entrevista ao Santa, a irmã de Alex, Sabrina Silva, diz estar indignada com a violência:

– Até os médicos ficaram chocados com os ferimentos dele. Ele nunca teve inimigos, isso nos deixa ainda mais indignados. Amigos dele não param de me ligar e vir aqui em casa, todos estão chocados com o que aconteceu. O Alex era uma pessoa sempre pra cima, feliz, sorrindo o tempo todo. Não vamos descansar, queremos justiça. A morte do meu irmão não será em vão.

Para pressionar a investigação, os amigos de Alex estão organizando uma manifestação. A ideia é sair de Blumenau e ir até a frente da delegacia em Navegantes, onde o caso está em andamento.

– Em um evento desse tamanho, como é que pode a briga ter começado na avenida e ninguém ajudar? Nenhum segurança aparecer? – questiona a irmã.

JORNAL DE SANTA CATARINA

 

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