Cúpula da segurança faz reunião para debater ações contra aumento nos homicídios em Florianópolis - Segurança - O Sol Diário

Plano de inteligência11/04/2017 | 14h15Atualizada em 11/04/2017 | 14h15

Cúpula da segurança faz reunião para debater ações contra aumento nos homicídios em Florianópolis

Desde o início do ano, 66 mortes violentas foram registradas na Capital

Sem a presença do secretário César Grubba, que continua sem conversar com a imprensa, a cúpula da Segurança Pública voltou a se reunir na manhã desta terça-feira para tratar da escalada da violência em Florianópolis – mas preferiram não divulgar as informações debatidas. Segundo as autoridades presentes, o encontro tratou de ações de inteligência. De janeiro a 10 de abril, foram 66 mortes violentas na Capital, sendo 58 homicídios, um latrocínio, três lesões corporais seguidas de morte e quatro mortes em confronto com a polícia.

Comandante-geral da Polícia Militar, Paulo Henrique Hemm afirmou que as duas regiões que mais preocupam em Florianópolis são o Continente, em especial no bairro Monte Cristo, e o Norte da Ilha, nas comunidades do Siri e do Papaquara. Ele afirmou que a PM intensificará as rondas nesses dois locais.

— Vamos redimensionar as operações policiais. O crime migra e vamos procurar estar mais presentes nos locais onde existe tráfico de drogas, que é pano de fundo (para a maioria dos homicídios) — afirmou Hemm, citando ações semelhantes às que ocorreram em locais onde houve aumento momentâneo dos homicídios, como em Criciúma em 2015.

O comandante ainda destacou que a PM vem realizando um trabalho mais intenso nesse ano. Para exemplificar, ele aponta as 1.082 armas apreendidas no Estado em pouco mais de 100 dias, o que dá uma média de praticamente uma arma retirada de circulação a cada duas horas. Em Florianópolis, o número de armas apreendidas até aqui é de 99, uma média de praticamente uma por dia. 

Também presente na reunião, Vérdi Furlanetto, diretor de Polícia Civil da Grande Florianópolis, reafirmou que a escalada da violência na Capital está ligada ao acirramento pela disputa dos pontos de tráfico na cidade. Ele também disse que a situação é um reflexo da guerra de facções criminosas, que afetou o Amazonas e o Rio Grande do Norte. 

Em relação à resolubilidade, Furlanetto salientou que ela vem crescendo — atualmente foram identificados os autores de 58% dos homicídios na Capital. A expectativa é que esse número aumente ainda mais, já que a Delegacia de Homicídios terá um reforço de 50% em sua equipe de investigação, passando de 12 para 18. Passarão a integrar a equipe uma delegada, quatro agentes e um escrivão. 

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