Prisão de policiais do PPT vira batalha de versões na Polícia Civil e Militar em Balneário Camboriú - Segurança - O Sol Diário

Crise institucional28/05/2017 | 11h22Atualizada em 28/05/2017 | 11h22

Prisão de policiais do PPT vira batalha de versões na Polícia Civil e Militar em Balneário Camboriú

Uma carreata deve ocorrer neste domingo em favor dos PMs

Prisão de policiais do PPT vira batalha de versões na Polícia Civil e Militar em Balneário Camboriú Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução / Facebook

A prisão de seis policiais militares do Pelotão de Patrulhamento Tático de Balneário Camboriú (PPT), determinada pela Justiça a pedido da Divisão de Investigações Criminais da Polícia Civil (DIC) transformou-se em uma ¿guerra¿ de versões no fim de semana. Entidades usaram as redes sociais para defenderem seus pontos de vista a respeito do caso _ o que agravou o clima entre as corporações.

Uma carreata está prevista para este domingo, em favor dos agentes da PM. Na página do 12º Batalhão no Facebook, a equipe de serviço publicou que o trabalho seria dedicado ¿aos irmãos do PPT¿, e posou segurando um camiseta do pelotão.

Prisão de PMs reacende crise entre polícias

Os policiais foram detidos por suspeita de torturar um homem que era investigado pela DIC por assassinato, e atrapalhar a continuidade da apuração da Polícia Civil.

Em defesa dos policiais militares, a de Associação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (Acors) informou que vai contestar a forma como a operação foi conduzida na Justiça. A entidade emitiu uma nota neste fim de semana em que afirma estranhar a as suspeitas sobre a conduta dos policiais militares não tenham sido levadas à Corregedoria da corporação. ¿Percebe-se que além do cumprimento das medidas tomadas, uma ação cinematográfica e midiática foi montada com a clara intenção de macular a imagem da Polícia Militar e do Comando local¿, diz o texto, que destaca ainda as ¿selfies¿ feitas por policiais civis no Batalhão _ o que foi entendido como provocação pela PM.

A nota termina dizendo que a associação não permitirá ¿devaneios e ações histéricas¿ contra a Polícia Militar.

Em resposta, a Delegacia Regional de Balneário Camboriú publicou um texto em que afirma que as prisões foram decretadas pela Justiça com base legal, classifica as pressões institucionais como ¿inférteis¿ e diz que ¿passeatas ou ofensas nas redes sociais não terão o condão de revogar a prisão dos policiais".

Por fim, acrescenta que ¿a discórdia entre as instituições é prejudicial para toda a sociedade¿ e afirma que a repercussão do caso é acompanhada de perto pelo delegado Geral, Artur Nitz.

O advogado Luiz Eduardo Cleto Righetto, que representa os policiais militares detidos na operação, apresentou um pedido de revogação da prisão preventiva. O Ministério Público se manifestou contrário.

Nesta segunda-feira a defesa dos policiais tentará uma audiência com o juiz responsável pelo caso, e deve apresentar um pedido de habeas corpus.

O Sol Diário
Busca