Quadrilha que invadiu e vendeu áreas públicas em Navegantes é condenada a 209 anos de prisão - Segurança - O Sol Diário

Segurança19/05/2017 | 11h21Atualizada em 19/05/2017 | 11h21

Quadrilha que invadiu e vendeu áreas públicas em Navegantes é condenada a 209 anos de prisão

Área foi desapropriada para ampliação do aeroporto

Desocupação foi feita com forte aparato policial em 2016 Foto: Luiz Carlos Souza / Especial

Quinze pessoas acusadas de integrarem uma facção criminosa que lucrava com a venda ilegal de terrenos públicos, em Navegantes, foram condenadas a penas que, somadas, chegam a 209 anos de prisão. O loteamento ilegal, com 231 moradias, foi montado sobre áreas reservadas para a ampliação do Aeroporto Ministro Victor Konder.

A sentença, do juiz Gilberto Gomes de Oliveira Júnior, inclui os crimes de organização criminosa, invasão de terras municipais e implantação de loteamento irregular, crimes ambientais e extorsão, todos praticados entre 2014 e 2015. Uma mulher é apontada como a chefe da quadrilha.

Os réus já haviam sido presos no ano passado, quando a Polícia Civil descobriu o esquema. O grupo desmatou e invadiu áreas públicas, abriu ruas, vendeu lotes, e então passou a chantagear os moradores, que eram obrigados a pagar valores regulares _ alguns deles, de acordo com o inquérito, sob ameaças de morte. Ao todo, 475 pessoas foram consideradas vítimas de extorsão. Os 15 réus podem recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Na época das prisões e da desocupação, no ano passado, o terreno estava ainda em nome da prefeitura de Navegantes, que desapropriou a área há quase 20 anos. Quando foi liberado, a posse passou para a União. A Justiça determinou que a Infraero construísse um muro para evitar novas ocupações. A obra, avaliada em R$ 8 milhões, ainda não foi feita.

Por enquanto, o patrulhamento da área, para evitar invasões, é feito pela própria Infraero e pela Polícia Federal.

Privatização

A demora na construção do muro, por parte da Infraero, é um dos argumentos usados pelo grupo que defende a privatização do Aeroporto de Navegantes. O movimento, encabeçado por Paulo Bornhausen (PSB) através do projeto InovAmfri, tem o apoio da prefeitura de Navegantes e do Governo do Estado, que já levou o pedido a Brasília. A retração econômica e a crise no governo federal reforçam o pedido de concessão.

A Infraero, no entanto, tem seus próprios planos para Navegantes. Em janeiro, comprometeu-se a enviar R$ 150 milhões em quatro anos para concluir as desapropriações para ampliação da pista e do terminal. Além disso, anunciou licitações para um hotel, um edifício-garagem e um centro logístico integrado para reforçar a estrutura do aeroporto.

 

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