Diogo Vargas: A proximidade dos 100 homicídios e a falta de ações de impacto em Florianópolis - Segurança - O Sol Diário

Opinião26/06/2017 | 21h15Atualizada em 26/06/2017 | 22h54

Diogo Vargas: A proximidade dos 100 homicídios e a falta de ações de impacto em Florianópolis

Estado e prefeitura carecem de divulgar à sociedade como planejam reduzir a matança histórica negativa da Capital catarinense.

Diogo Vargas: A proximidade dos 100 homicídios e a falta de ações de impacto em Florianópolis Marco Favero/Agencia RBS
Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Desde a morte da turista gaúcha Daniela Scotto, 38 anos, com um tiro na madrugada de Réveillon, Florianópolis chegou à trágica marca de 99 assassinatos em quase seis meses em 2017.

Daniela estava no carro da família que entrou por engano em uma rua na comunidade Papaquara, norte da Ilha, quando traficantes dispararam sem motivo algum. O crime simbolizou o temor com a violência, houve discursos e ações pontuais nos dias seguintes, mas nada que segurasse a onda de mortes que viria no ano e que se aproxima dos 100 homicídios.

Foram várias execuções de dia e de noite. Teve até chacinas na Ilha: uma na Costeira e outra na Vila União. E a execução em plena sexta-feira de manhã no Mercado Público, no dia 3 de março?

O discurso oficial é que a maioria dos homicídios está ligado a guerra de traficantes de drogas e facções criminosas, linha que parece fazer sentido. Mas, então por que não se fortaleceu a Delegacia de Combate às Drogas (Decod) da Capital, hoje com apenas quatro agentes para investigação, um delegado e um escrivão?

No meio policial há quem enxergue a possibilidade de no mínimo mais 50 assassinatos até o final do ano. Famílias irão chorar, a polícia vai para à rua, operações momentâneas serão intensificadas até que outro crime de repercussão seja registrado e a violência fique novamente em evidência.

Os pontos críticos são de conhecimento geral: Continente, norte da Ilha e Costeira. São áreas com amplo domínio de facções esquecidas pelo poder público. Ou seja, um terreno fértil para a violência. Na sexta-feira, bandidos executaram dois homens na frente de um supermercado nos Ingleses, causando risco a inocentes em balas perdidas.

Nos últimos meses, policiais militares do interior atuaram como reforço temporário. Na Polícia Civil, o Continente ganhou uma central de investigação e a Delegacia de Homicídios mais policiais. Mesmo assim, as mortes não diminuíram.

O Estado e até mesmo a Prefeitura, que prometeu se envolver diretamente no assunto, carecem de divulgar à sociedade como planejam reduzir a criminalidade e frear a matança histórica negativa da Capital catarinense.

O Ministério Público, o Judiciário e as áreas ligadas à educação também precisam se envolver na ofensiva pela redução da taxa de homicídios.

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