Prefeitura desloca guardas do administrativo para as ruas e faz manutenção de câmeras da PM - Segurança - O Sol Diário

Floripa Segura31/07/2017 | 17h55Atualizada em 31/07/2017 | 19h35

Prefeitura desloca guardas do administrativo para as ruas e faz manutenção de câmeras da PM

Ao lançar programa de prevenção e melhorias na segurança, Gean Loureiro diz que é possível fazer mais para reduzir a criminalidade

Prefeitura desloca guardas do administrativo para as ruas e faz manutenção de câmeras da PM Marco Favero/Agencia RBS
Prefeito disse que não está satisfeito com os resultados do combate ao crime pelo Estado e que "nem o governador está". Foto: Marco Favero / Agencia RBS

Com a promessa de tirar guardas municipais do setor administrativo para a área operacional e assegurar a manutenção de mais de 300 câmeras de vigilância da Polícia Militar nas ruas, a prefeitura lançou o programa Floripa Segura nesta segunda-feira à tarde. A ação teve um forte discurso político de que é possível fazer mais para diminuir os índices de violência na Capital. No ano, já são 109 mortes violentas, um recorde negativo histórico.

A apresentação do conjunto de medidas de prevenção e melhorias na segurança mobilizou representantes empresariais e comunitários e os comandos das polícias Civil e Militar na Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), no Centro. São três ofensivas principais: o fortalecimento do policiamento comunitário, a Guarda Municipal menos administrativa e mais operacional e o funcionamento do videomonitoramento com as câmeras de segurança.

O prefeito Gean Loureiro (PMDB) disse que a prefeitura irá dispor de R$ 800 mil por ano para garantir a manutenção das câmeras.

— Até 30% delas (câmeras) não estavam funcionando e vinham apresentando falsa expectativa de segurança — lamentou Gean.

O convênio com o Estado tem duração de cinco anos e possibilitará o compartilhamento das imagens para um centro de operações municipal que será inaugurado no bairro Capoeiras, no Continente.

No fim do evento, o prefeito voltou a afirmar que não está satisfeito com os resultados do Estado no combate ao crime e "nem o governador está", segundo ele. Raimundo Colombo não compareceu e em seu lugar esteve o vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB).

— A questão do homicídio eu falei claramente que é uma questão que a Guarda Municipal não consegue resolver. Vamos atuar preventivamente em políticas de assistência social. Agora, o combate ao crime é da Polícia Militar e da Polícia Civil — declarou o prefeito.

Gean se mostrou surpreso com a ausência do secretário da Segurança Pública, César Grubba, cuja pasta foi representada pelo secretário-adjunto Aldo Pinheiro D'Ávila. A assessoria de Grubba disse que ele não compareceu em razão do falecimento de uma familiar.

Mais blitze da lei seca

Os recursos para a manutenção das câmeras virão dos convênios de trânsito. Quanto à Guarda Municipal, atualmente com 167 servidores, serão intensificadas as rondas de prevenção (escola, bike e a pé) e as blitze da lei seca. Um decreto municipal foi assinado renovando o concurso da Guarda Municipal de 2015 por mais de dois anos, o que abre a possibilidade de chamamento de novos guardas, mas ainda sem data.

Investimentos na assistência social e no esporte também foram confirmados. A prefeitura garantiu que fará a conclusão das obras paralisadas do novo quartel do Corpo de Bombeiros, no sul da Ilha, e melhorias nos postos de salva-vidas nas praias.

O presidente do Conselho Regional de Desenvolvimento do Norte da Ilha (Codeni), Luiz César Costa, alertou a preocupação da população com os mais de 50 assassinatos na região e o desejo das pessoas em participar das políticas públicas necessárias.

Preocupação com falta de atendimento social

Foto: Marco Favero / Agencia RBS

O promotor Daniel Paladino, que coordena força-tarefa de atendimento nas ruas, exibiu um vídeo em que ficou clara a preocupação do Ministério Público com a questão social e os moradores de rua em Florianópolis, grande parte dependente do crack.

Para o cabo da PM/SC e presidente da Associação Nacional dos Praças (Anaspra), Elisandro Lotin, o município tem um papel central na questão da prevenção primária em segurança pública. No entanto, Lotin acredita que as periferias, locais de grandes problemas, ficaram praticamente de fora do programa.

— É claro que é uma iniciativa nova, focar na prevenção, mas precisamos de muito mais — opinou Lotin, que integra o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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