A cada dia, um ferido por arma de fogo é atendido na Grande Florianópolis - Segurança - O Sol Diário

Segurança08/08/2017 | 09h08Atualizada em 08/08/2017 | 16h01

A cada dia, um ferido por arma de fogo é atendido na Grande Florianópolis

Hospitais da região atenderam 186 pacientes feridos por tiros no 1º semestre, alta de 60% em relação ao mesmo período de 2016

A cada dia, uma pessoa ferida por arma de fogo é atendida nos hospitais públicos da Grande Florianópolis. Foram socorridos 186 pacientes baleados entre janeiro a junho. A conta considera as entradas nas emergências de cinco unidades de saúde de Florianópolis e São José. Comparado ao primeiro semestre do ano passado, os atendimentos às vítimas de tiros cresceram 60% neste ano.

Só o Hospital Regional de São José, que também atende vítimas de cidades vizinhas, recebeu mais de cem baleados nos últimos meses de janeiro a junho, marca 80% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado. Os números fazem da unidade a principal porta de entrada para pacientes com ferimentos por arma de fogo no Estado.

Na Capital, também cresceram os atendimentos a baleados no Hospital Governador Celso Ramos (75%) e no Florianópolis (29%). Como muitas vítimas são salvas pelas mãos dos médicos, a maioria dos casos é tratada como tentativa de homicídio e não entra para as estatísticas de mortes. 

O número de baleados que entram nas unidades, diz a polícia, é reflexo da mesma onda de violência que tem alcançado recordes de assassinatos na região. Florianópolis registrou 101 homicídios nos primeiros seis meses do ano, mais do que a soma de todos os casos de 2016.

– A motivação é a mesma dos assassinatos. É a disputa entre facções criminosas. Essa competição leva ao resultado da morte ou à tentativa, que termina em encaminhamento aos hospitais. É a facção de São Paulo e a organização local – analisa o delegado Verdi Furlanetto, diretor da Polícia Civil na Grande Florianópolis.

A diferença, aponta, é que na Capital os assassinatos consumados são investigados pela Delegacia de Homicídios, enquanto as tentativas de assassinato são acompanhadas em inquéritos nas centrais de investigação da Polícia Civil no Continente e no Norte da Ilha. A apuração dos casos também tem métodos diferentes.

– Na tentativa de homicídio, a vítima pode falar quem atirou, muitas vezes sabe quem é o autor do crime. Isto pode facilitar a investigação – diz Furlanetto.

Menos casos na cidade de Joinville

Em Joinville, no Norte do Estado, a proporção de atendimentos a baleados nos dois principais hospitais públicos da cidade teve queda significativa nos primeiros seis meses do ano. Foram 42 ocorrências entre janeiro e junho do ano passado contra 31 ocorrências no mesmo período de 2017, uma redução de 26%.Por outro lado, o número de mortes violentas na cidade mais populosa do Estado disparou nos primeiros seis meses deste ano: foram 80 assassinatos entre janeiro e junho contra 55 no primeiro semestre de 2016.

Homicídios em Florianópolis

Em menos de oito meses, Florianópolis registra 111 mortes violentas em 2017. Na madrugada desta terça-feira uma pessoa foi assassinada em Santo Antônio de Lisboa. Na noite do último sábado um motoboy foi morto no Saco dos Limões. O levantamento é feito com base nas reportagens dos veículos da RBS SC. A Delegacia de Homicídios não divulga oficialmente os dados, por isso alguns casos contabilizados pela Secretaria de Segurança Pública não foram confirmados no levantamento. Gráfico abaixo indica 105 mortes distribuídas pelas regiões de Florianópolis.

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