Quadrilha presa é suspeita de 18 ataques a bancos em quatro meses em Santa Catarina e Paraná - Segurança - O Sol Diário

Operação Integração02/08/2017 | 18h05Atualizada em 02/08/2017 | 18h05

Quadrilha presa é suspeita de 18 ataques a bancos em quatro meses em Santa Catarina e Paraná

Cidadezinhas com baixo efetivo policial no interior eram o alvo dos criminosos que eram violentos e agiam com armamento pesado 

Quadrilha presa é suspeita de 18 ataques a bancos em quatro meses em Santa Catarina e Paraná reprodução/GAECO
Gaeco exibiu vídeos da ação dos bandidos gravada por câmeras de agências bancárias. Foto: reprodução / GAECO

Em quatro meses, foram 18 ataques a bancos em Santa Catarina e Paraná. Armamento pesado, uso de explosivos, cidades sitiadas, três confrontos com a polícia e um rastro de pavor em cada ação. O histórico de violência tem por trás uma quadrilha com integrantes dos dois Estados cuja desarticulação foi anunciada nesta quarta-feira, em Florianópolis.

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e a Secretaria de Segurança Pública de SC afirmam que estão presos os principais responsáveis pela onda de violentos roubos a caixas eletrônicos no interior do Estado nos últimos meses. Doze pessoas estão presas, sendo nove diretamente envolvidas com uma organização criminosa sediada no Vale e litoral Norte catarinense e região metropolitana de Curitiba.

Entre os presos estão dois assaltantes considerados mentores dos roubos, que são de SC e PR, mas não tiveram os nomes revelados em uma entrevista coletiva à tarde, na sede do Ministério Público de SC. A investigação começou em fevereiro por determinação de promotores de Porto União após um assalto a banco em Irineópolis. Diante do tamanho da quadrilha, o Gaeco de Joinville foi acionado e começou a apuração com um relatório do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope).

— Ao todo, nove integrantes foram identificados. São células flutuantes, agem às vezes em grupos maiores ou menores, tinham armamentos pesados como fuzil israelense e fuzil 556. São violentos e estão por trás de uma série de crimes — destacou o promotor Assis Marciel Kretzer, coordenador do Gaeco em Joinville.

O bando é o mesmo que trocou tiros com a Polícia Militar e o Gaeco em maio na BR-280, na região de Canoinhas e Major Vieira, quando planejava explodir um banco em Caçador. A polícia evitou o ataque, mas os ladrões conseguiram escapar do cerco policial. Os outros confrontos foram em Quitandinha e Janiópolis, ambas cidades no Paraná.

Segundo o coordenador geral do Gaeco, promotor Alexandre Graziotin, a quadrilha aterrorizou os dois Estados e agia em municípios com baixo efetivo policial.

Ação dos bandidos exibida pelo Gaeco durante a entrevista coletiva. Foto: reprodução / GAECO

Foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão. Num deles, em Camboriú, foram apreendidos 80 quilos de dinamite. Houve apreensão de armas em Calmon e na região metropolitana de Curitiba. Também foram feitas buscas em Balneário Camboriú, Navegantes, Brusque, Rio Negrinho, Itapema, Água Doce e Rio do Sul.

Em SC, as suspeitas são que os assaltantes agiram em bancos de Porto União, Irineópolis, Papanduva, Monte Castelo, Rio dos Cedros e Otacílio Costa. No Paraná, nas cidades de Mandirituba, Quitandinha, Cruz Machado e Janiópolis.

No Estado, as prisões de integrantes foram nos últimos meses em Navegantes, Rio do Sul, Canoinhas, Camboriú e Rio Negrinho. No PR houve prisões em Fazenda Rio Grande, Janiópolis, Quitandinha, Peabirú, Araucária, Campo Mourão e Curitiba.

Entrevista coletiva dada pelo Gaeco e a Secretaria de Segurança Pública, em Florianópolis. Foto: reprodução / GAECO

"Outras quadrilhas virão", admite secretário César Grubba

O secretário da Segurança Pública, César Grubba, destacou a integração entre as forças dos dois Estados, a expectativa de estancar a criminalidade, mas reconheceu a dificuldade em frear assaltantes de caixas eletrônicos. Grubba ressaltou que não há nenhum estado brasileiro livre da ação de assaltantes que explodem bancos.

— Estamos fazendo a nossa parte, mas com certeza outras quadrilhas virão para sucedê-los — lamentou.

O subcomandante-geral da PM/SC, coronel Araújo Gomes, comentou sobre a importância do trabalho de inteligência das corporações. Segundo ele, os bandidos costumavam trocar constantemente de telefones, de veículos e de lugares para dificultar o monitoramento policial.

O nome da operação foi denominado de Integração. Houve a participação de policiais militares e civis nos trabalhos. Mas, a apuração não teria contado com a equipe especializada no combate a roubos a bancos da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic), de Florianópolis.

Algumas cidades em que a quadrilha agiu:

Roubo ao Banco do Brasil em Irineópolis/SC – 08/02/017
Roubo ao Banco Bradesco de Mandirituba/PR - 21/02/2017
Roubo ao Banco Bradesco de Quitandinha/PR – 28/02/2017
Roubo ao Banco do Brasil em Monte Castelo/SC – 16/03/2017
Roubo ao Banco Itaú em Quitandinha/PR – 29/03/2017
Roubo ao Banco do Brasil em Cruz Machado/PR – 04/05/2017
Tentativa de roubo ao Banco do Brasil e Bradesco em Rio dos Cedros/SC – 09/05/2017
Roubo às agências do Banco Bradesco e Caixa Econômica Federal em Otacílio Costa/SC – 12/05/2017
Roubo ao Banco do Brasil de Janiópolis/PR – 01/06/2017

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