"São infelizes coincidências", diz secretário sobre ataques a agentes prisionais em SC - Segurança - O Sol Diário

Sistema prisional19/08/2017 | 19h18Atualizada em 19/08/2017 | 19h30

"São infelizes coincidências", diz secretário sobre ataques a agentes prisionais em SC

Leandro Lima negou que os casos tenham ligação e que haja um ataque coordenado a agentes prisionais em Santa Catarina

"São infelizes coincidências", diz secretário sobre ataques a agentes prisionais em SC Alex Sander Magdyel/A Notícia
Na sexta-feira à tarde, um agente foi morto a tiros em frente a uma salão de beleza em Joinville Foto: Alex Sander Magdyel / A Notícia

A Secretaria de Justiça e Cidadania (SJC) diz não ver ligação entre os dois ataques ocorridos a agentes prisionais em Santa Catarina na sexta-feira. O primeiro ocorreu em Joinville, quando Elton Davi de Oliveira Máximo, 33 anos, foi morto a tiros em frente ao salão de beleza da namorada. O segundo foi em Tijucas, à noite, quando o servidor estava dirigindo sua caminhonete. Dois suspeitos atiraram contra ele, mas o agente reagiu e matou um dos criminosos. O outro continua foragido.

Em entrevista ao DC na tarde deste sábado, o secretário-adjunto de Justiça e Cidadania, Leandro Soares Lima, descartou que tenham sido ações coordenadas contra os agentes prisionais. Ele trata os casos de forma isolada e classifica as proximidades como "infeliz coincidência".

Leandro Lima, secretário-adjunto de Justiça e Cidadania de Santa Catarina Foto: Betina Humeres / Agencia RBS

Leia abaixo a entrevista completa:

Leandro Soares Lima, secretário adjunto de Justiça e Cidadania de SC

"Acreditamos que se tratam de situações individuais, separadas"

O que a Secretaria de Justiça e Cidadania já sabe sobre os dois casos?
Nossa manifestação é bem incipiente. Primeiro, acreditamos que se tratam de situações individuais, separadas. São duas situações bem características e as duas precisam ter o encaminhamento necessário da polícia judiciária. Vamos aguardar tanto em Joinville quanto em Tijucas o trabalho policial. Em Joinville estamos acompanhando desde ontem (sexta-feira). O diretor do Deap e a corregedora-geral da secretaria foram para lá ontem mesmo. Uma equipe da diretoria de inteligência da secretaria também está trabalhando com as polícias para elucidar o caso o mais rápido possível. Na questão de Tijucas, a mesma coisa. Nossa visão, por enquanto, é que lá ocorreu uma tentativa de roubo mal-sucedida. 

Mesmo que o suspeito de ter atirado no agente em Tijucas tenha saído do presídio de Blumenau na sexta-feira?
Ele saiu ontem (sexta-feira) de Blumenau, mas quem planejou? Alguém vai executar outra pessoa com um revólver 38 e ainda erra? Conheço o agente, é um cara grande. Só que ele estava numa caminhonete, um carro bonito. No meu modo de ver, o que interessava era a caminhonete. Mas temos que aguardar as investigações.

Foram ações coordenadas contra agentes?
De forma alguma.

Há algum alerta para os agentes em andamento?
Sim, mas temos adotado alguns cuidados como prática há bastante tempo. As unidades prisionais estão em estágio normal nesse momento.

Então seria apenas coincidência dois agentes terem sido alvo de tiros em dois dias seguidos?
São duas infelizes coincidências, difíceis de explicar. Tenho esses dois pontos de vista, na minha forma de avaliar. Estamos trabalhando nisso o dia inteiro, passamos o dia reunidos e acredito piamente que os casos não tenham ligação.

Se o caso de Tijucas seria um roubo, o que teria motivado o de Joinville?
Precisamos aguarda a investigação.

A secretaria está em contato com os agentes prisionais? Não há um risco de que eles se mobilizem para cessar os atendimentos por conta dessa situação?
Estamos em contato com dezenas de agentes, passei o dia inteiro com eles. A gente entra nessa profissão sabendo dos riscos que ela têm. Não queremos ninguém nessa situação, é dolorido quando acontece isso, dói no colega de trabalho, eu sei. Mas dói em mim também. A gente evidentemente se preocupa e acha que precisa ter um nível de atenção.

Esses ataques não têm relação com a ação de agentes prisionais no presídio de Blumenau em 20 de junho?
De maneira alguma. Aquela é uma situação clara, bem resolvida. As operações como aquela continuam acontecendo normalmente. Descarto qualquer relação peremptoriamente.

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