PM será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver - Segurança - O Sol Diário
 

Feminicídio08/12/2017 | 17h56Atualizada em 08/12/2017 | 17h56

PM será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver

PM da reserva confessou para colega que matou a agente e enterrou corpo na praia de Taquaras, em Balneário Camboriú

PM será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver Luís Carlos Kriewall Filho / Especial/Especial
Tentente coronel Evaldo Horrmann e o delegado Vicente Soares falaram sobre a morte de agente da Polícia Civil Foto: Luís Carlos Kriewall Filho / Especial / Especial

O policial militar da reserva Luis Fernando  Palhano Lopes, 52 anos, que, segundo a Polícia Militar,  confessou informalmente ter matado a mulher Karla Silva de Sá Lopes, 28 anos, será indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver. A prisão preventiva dele já foi decretada. As informações foram repassada na manhã desta sexta-feira em uma coletiva de imprensa realizada em um hotel em Balneário Camboriú, onde o delegado Vicente Soares e o  tenente coronel da PM Evaldo Hoffmann deram mais informações sobre o relacionamento do casal e sobre a morte de Karla. 

Na terça-feira  ela daria sequência ao plano de se mudar definitivamente para o Litoral. Deixaria a cidade de Correia Pinto, a cerca de 30 km de Lages, para trabalhar na delegacia de Polícia Civil de São João Batista, na Grande Florianópolis, e morar em Itapema. O marido, com quem estava há dez anos, já morava na cidade do litoral desde 2013. Ela passava alguns dias de folga em Itapema e se preparava para dar o próximo passo da carreira, iniciada no ano passado. Mas, foi encontrada morta em uma cova na Praia de Taquaras, em Balneário Camboriú, na última quinta-feira.

No local ermo, com pouca iluminação e movimento apenas durante o dia, Karla – que havia desaparecido na quarta-feira, segundo o marido Luís Fernando – teve o corpo desenterrado pelos companheiros de farda, os policiais civis do Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú. No corpo de Karla, apenas um tiro fatal de arma de fogo na cabeça.

De acordo com informações do tenente coronel da Polícia Militar Evaldo Hoffmann, às 13h40min de quarta-feira, Lopes ligou para o telefone 190 e denunciou o suposto desaparecimento da mulher. Na ligação, ele teria informado que Karla costumava sair para caminhar todas as manhãs, por volta das 7h30min e que até aquele horário ela não havia retornado.

As buscas por Karla começam e, na quinta-feira à tarde, o capitão Geraldo Rodrigues, comandante da PM de Itapema, diz ter ido até a casa de Luis Fernando, cabo da reserva, para prestar apoio por conta do desaparecido de Karla. Em uma conversa informal com o colega, o marido de Karla afirmou ter matado a mulher e enterrado o corpo na praia de Taquaras. A arma dele, uma pistola calibre 38, foi apreendida pelo comandante e o militar da reserva conduzido até a sede do 12º Batalhão.

- Quando eu cheguei na casa para prestar meu apoio sobre o desaparecimento da esposa dele, ele estava com a arma em mão e o mapa do local do crime no bolso. Ele disse que iria tirar a própria vida, mas eu consegui convencer ele a me entregar a arma e ir comigo até o batalhão de Itapema - comenta Rodrigues.

Segundo o delegado Vicente Soares, o policial tem histórico de violência doméstica, e possui mais de um registro relacionado a uma ex-mulher. O tenente coronel Evaldo Hoffmann afirmou que Lopes fica no quartel até o julgamento, a não ser que seja excluído da corporação, decisão que cabe ao alto comando. Mesmo aposentado, o policial pode ser submetido a um processo administrativo.

O delegado Soares disse ainda que apesar de a confissão ter sido informal, todos os indícios e provas levantadas não deixam dúvidas em relação a autoria do crime.

- Desde o início da investigação do desaparecimento, o acusado se mostrou evasivo, não soube precisar horários da rotina dele. No dia em que Karla sumiu e estranhamos, ele não registrou um boletim de ocorrência sobre o caso - observa ao citar que, se condenado poderá pegar de 13 a 20 anos de prisão.

O advogado de defesa contesta a versão dos policiais. Ele afirma que não houve confissão e que o cliente o acionou assim que foi chamado para comparecer na DIC. Afirma ainda que foi ele quem solicitou a arma do policial que foi apresentada voluntariamente e passará por perícia.

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